“Me procura, qualquer dia desses. Pra conversar, falar sobre o tempo ou sobre o dia, rir à toa ou só pra ficar em silêncio mesmo. Se a nossa música tocar no rádio, você conhecer alguém que tem o meu nome e sentir saudades, me liga. Liga também se não sentir. Liga, mesmo que sejam às três da manhã e que me acorde, nem que eu esteja ocupada e sem poder falar, juro que dou um jeito, nem que o mundo esteja acabando, eu sempre vou ter tempo pra nós, só… Liga. Me procura, me acha. Mas não se perde de mim, por favor. []”

Mas o que tá acabando é o ensino médio, não o que surgiu lá. Que bom que nós paramos de gritar como fazíamos na sexta série. Já pensou que irritante nós duas seriamos? Sabe, a gente tá crescendo… Por mais que seja ruim, as coisas estão mudando. Pra nós duas. E já sabíamos que isso uma hora ou outra ia acontecer. Eu só não imaginei que seria dessa forma.

Talvez eu esteja me afastando de todo mundo, me isolando numa bolha, eu admito. Mas você mesma sempre diz que tudo na vida é fase. Nossa amizade, por exemplo, já teve muitas, e nem todas foram boas. Só não pensa que eu não quero mais ter você por perto. Pelo contrário, eu preciso muito de você agora. Mais do que nunca talvez. Eu só não to sabendo demonstrar o que eu to sentindo, administrar todas essas coisas que estão acontecendo.

Então deixa essa fase passar e a gente continua nossa história. Sem os gritos na rua, mas ainda com muitas risadas e boas lembranças. E se não der pra continuar, a gente recomeça. Só não me deixa ir embora.

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